Sabedoria Popular
A sabedoria popular vem movendo as engrenagens da reflexão e dos momentos de sapiência coletiva. Não é difícil encontrar, viver ou participar de momentos em que um indivíduo, muito esperto e sagaz, contextualizará um antigo provérbio urbano afim de vangloriar-se. A intenção verdadeira era de se promover como uma pessoa culta. Uma pepita de ouro entre simples rochas sedimentares. Não é uma péssima estratégia. Mulheres se impressionarão, crianças o idolatrarão e amigos bêbados brindarão em seu nome. A autopromoção já ganhou guerras no passado, mas em tempos de paz é sempre muito útil.O melhor a fazer após essa vistosa introdução será uma análise de alguns provérbios urbanos.
Certo dia estava vagando nas entranhas da internet, quando encontrei um amigo no bate-papo com a seguinte mensagem de apresentação:
“Em terra de Sacis, ninguém dá voadora!”
No instante em que se lê tal coisa, a reação inicial é mostrar os dentes. Rir. Tudo bem. Isso é totalmente aceitável, afinal este provérbio é no mínimo original. Mas será que é possível tirar algum aprendizado disso tudo? Fica claro que em terra de macunaímas-de-uma-perna ninguém se atreveria a pespegar um “vôo do dragão” contra qualquer outro ser nas mesmas condições. Ainda que fosse a mais perfeita das voadoras, no fim de tudo o infeliz que aplicou o pulo-do-gato ficaria estendido no chão. Presa fácil pra outro rival ninja-manco. Moral da história: Num momento de dificuldade onde uma boa resposta ou uma ação inteligente seja ideal e necessária, saiba que o melhor é sair em socos e bordoadas! Esqueça as voadoras!!! Afinal quem utiliza desse pensamento não teria argumento pra bolar uma boa resposta ou uma ação inteligente.
Instituições de Ensino Superior podem ser grandes celeiros de provérbios urbanos. Pensa que não? Delicie-se com este exemplo.
O caos estava instalado na sala do 2° ano de Geografia. O apocalipse viria em forma de prova de Geologia. Além de ser super-difícil, a matéria cobrada foi mal trabalhada pelo professor responsável.
No dia da prova houve uma troca de professores. O professor de Geologia não compareceu. Belo momento para interação entre alunos, vulgo cola. Começaram as trocas de informações sorrateiramente sem que o professor percebesse.
Contudo um aluno desproporcional e desajeitado abriu o livro e começou a colar descaradamente sem preocupar-se com o professor, se ele o puniria ou daria sua benção. Mais que depressa o professor em fúria aborda o aluno aos berros falando pra fechar o livro. O aluno responde dizendo pro professor aliviar a barra dele deixando-o colar ao menos dessa vez. E com toda sabedoria o professor lança a seguinte pérola:
“Não vem com essa conversa de colocar só a cabecinha! Pinto não tem ombro”!
Puxa! Foi a coisa mais sábia que ouvi nos últimos tempos. Logo quando me recuperei dos espasmos involuntários dos meus pulmões que as gargalhadas me legaram, percebi que realmente é muito bem bolada essa frase. Seria a versão pornô de: “Se te dou a mão, você quer o braço”...
Na verdade é preciso estar preparado para evitar os abusos que as pessoas de um modo geral possam planejar contra você. Numa visão mais ampla, é preciso estar preparado pra reagir contra falcatruas governamentais, contra os conceitos errados que a sociedade insiste em ensinar e passar em ciclos de pais burros pra filhos estúpidos.
Não é preciso divagar tanto. É preciso apenas listar quais são os seus valores prioritários. Seria a política? Os problemas sociais? Desigualdade Social? Quem se importa!
Corra e vá alertar sua irmã, sua prima e sua filha!
Eliezer Bernardo sabe que em terra de cegos, quem tem um olho é Ciclop...
1 Comentários:
Quer uma preferida.....De boas intenções o inferno está cheio....hahahah....o melhor é agir mesmo...poraaaa.....putz....vc tá falando com a mestre mega da distorção dos ditos ditados populares....e existe algo mais divertido que brincar com as palavras??? e expressões solidificadas e tão miseráveis???? hahahahah.....bom tema.....hahhaha
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