Enfim...

Estou de mudança! Mudança de ares. Diria que estou expansão. É um momento muito delicado e marcante na minha vida. Apesar de fazer o papel principal nessa trama, conto com ótimos coadjuvantes. Pessoas que fizeram, fazem e se Deus quiser, farão parte de tudo que sou e do que posso vir a ser. Quero usar da liberdade que tenho de sentir saudades antecipadas. Tempos como esses sei que jamais voltarão.
No meu serviço, conheci diferentes tipos de pessoas. Pessoas em que você precisa encontrar agilidade pra ora amar, ora odiar. Nada muito fascista e de caráter trágico, mas sim de um dinamismo pouco difundido por outros cantos da cidade do aço. No geral pude rir como jamais fiz em outro ambiente de trabalho. São pessoas especiais com suas diferenças que atraem e repelem, de forma aleatória, todo aquele que experimentasse o sabor da nova descoberta. Descobri conhecidos. Cultivei amigos. Ganhei irmãos.
Faculdade. Não quero dizer dos conceitos técnicos que assimilei nesse tempo. Isso nem tange o que gostaria de passar neste texto.
Gosto de pessoas. Uma infinidade de pessoas esperando serem conhecidas, serem descobertas por qualquer alma curiosa. Enfim. Poderia ter conhecido mais. Nem sei por que não o fiz, mas não há pra se lamentar. Amigos inesquecíveis pude cativar por lá. Aprendi e vivi junto ao universo socialista e inconseqüente que todo jovem tem direito de desbravar. Produzi documentário, organizei festas, fui feliz em cada momento. Algumas colegas tiveram meus beijos, outras me deram seus beijos sem um motivo sequer. Beijos simples e especiais.
Quero aproveitar o máximo de tudo isso aqui. Antes que meu tempo acabe, quero participar de mais rodas de sinucas, quero rir das bestialidades dos que cantam com seu violão noite a fora e quero mais sucos horríveis de melancia. Quero muito mais...
Eliezer Bernardo quer...



